Punho cerrado
Debaixo da mesa, a minha mão cerrou-se num punho, os nós dos dedos embranquecendo enquanto eu procurava, em vão, um reservatório secreto de coragem. Uma dúzia de possíveis respostas rodopiava na minha mente, torcendo-se e enredando-se sem nunca se transformar em palavras. A ousadia de me levantar e defender aquilo que era meu parecia sempre escapar por entre os dedos. Sentia a pressão a crescer dentro de mim e perguntava-me se algum dia teria coragem suficiente para expressar os meus sentimentos, enquanto eles não hesitavam em exibir abertamente o seu desprezo.
Punho Cerrado
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A procura de compreensão
Olhei mais uma vez para o meu marido, agarrando-me a uma esperança quase perdida de que ele finalmente agisse. Será que iria dizer alguma coisa, oferecer pelo menos uma palavra de apoio? A mistura de emoções estava gravada no meu rosto, e eu desejava que ele as reconhecesse. Precisava de um sinal, qualquer sinal de que compreendia a dor escondida por trás das palavras que me atingiam. Mas, por enquanto, ele limitou-se a observar a cena em silêncio, deixando-me a pensar se o apoio dele não passava de um sussurro perdido naquela sala cheia de vozes.
A Procura De Compreensão

